TV 3.0: o futuro da televisão aberta chega ao Brasil em 2026
- Caio Webber
- Atualizado: Quinta, 28 Agosto 2025 13:16
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O Brasil está prestes a dar um salto tecnológico na forma como consumimos televisão aberta. No dia 27 de agosto de 2025, o governo federal publicou o decreto que oficializa a implantação da TV 3.0, também conhecida como DTV+. A nova geração da TV digital promete transformar a experiência de milhões de brasileiros, unindo qualidade de imagem e som de cinema com recursos de interatividade inéditos. A tecnologia vai abrir novas oportunidades para startups de mídia interativa e plataformas de streaming interessadas em explorar a convergência entre transmissão aberta e conteúdos via internet.
O que muda com a TV 3.0?
O novo sistema brasileiro de TV 3.0 adotará como base o padrão internacional ATSC 3.0, tecnologia já em operação em nações como Estados Unidos e Coreia do Sul. Diferente da transição da TV analógica para a TV digital, que priorizou a melhoria da imagem em alta definição, a nova fase traz um conjunto de inovações muito mais abrangente:
Qualidade visual em 4K e até 8K: transmissões em altíssima definição, com suporte a HDR, oferecendo cores mais realistas, maior profundidade e contraste elevado.
Som imersivo: áudio em múltiplas direções, criando sensação de ambiente tridimensional.
Interatividade com internet: a TV passa a oferecer aplicativos e recursos híbridos (broadcast + banda larga). Será possível participar de enquetes em tempo real, escolher ângulos de câmera, acessar conteúdos sob demanda e até realizar compras direto pela tela.
Acessibilidade avançada: legendas personalizáveis, áudio descrição, tradução automática para Libras e até avatares de intérprete digital em tempo real.
Quando a TV 3.0 começa no Brasil?
Segundo o cronograma oficial, a fase preparatória ocorre ao longo de 2025, com transmissões experimentais previstas em São Paulo e Brasília ainda neste ano.
O início oficial está programado para junho de 2026, durante a Copa do Mundo, quando as principais capitais deverão receber o novo sinal.
A migração será gradual e deve durar entre 10 a 15 anos, período em que o atual padrão ISDB-T (a “TV digital 2.0”) continuará funcionando em paralelo.
Preciso trocar de TV?
Não necessariamente. Na prática, quem já tem uma TV não precisará se desfazer dela. Bastará utilizar aparelhos conversores — que podem ser caixas externas ou até mesmo dispositivos integrados a sistemas de áudio. Já os modelos mais recentes de televisores devem sair de fábrica preparados para o padrão DTV+, recebendo o sinal de forma nativa.
A TV 3.0 é um novo ecossistema de mídia
A TV 3.0 não é apenas uma atualização técnica: ela abre espaço para um ecossistema totalmente novo. Entre as possibilidades:
Serviços públicos na TV, isso significa integração com a plataforma gov.br, permitindo ao cidadão acessar informações e serviços diretamente pelo controle remoto. Publicidade personalizada: anúncios poderão ser segmentados, seguindo tendências já comuns na internet.
Pluralidade de conteúdo, o nascimento de um novo mercado onde emissoras e produtoras independentes terão novas oportunidades de interatividade e distribuição. Impacto no setor de tecnologia e mídia
A implantação da TV 3.0 tende a movimentar o setor de eletrônicos no país e abrir novas oportunidades para startups de mídia interativa e plataformas de streaming interessadas em explorar a convergência entre transmissão aberta e conteúdos via internet. Grandes players, como a Globo, já se preparam para a transição, adotando infraestrutura compatível com transmissões em 4K nativo.
Segundo o Ministério das Comunicações, a tecnologia também reforça a soberania digital brasileira, garantindo que a TV aberta — ainda o principal meio de comunicação para milhões de famílias — continue sendo gratuita, moderna e inclusiva.
Com a TV 3.0, o Brasil se coloca entre os países mais avançados em transmissão televisiva. A combinação de qualidade superior, interatividade, acessibilidade e serviços digitais promete redefinir a relação do público com a televisão aberta, transformando o aparelho de TV em uma verdadeira central multimídia.
O futuro da TV está chegando — e será interativo, imersivo e mais conectado do que nunca.
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