Os 10 melhores filmes de Leonardo DiCaprio - A Origem
- MundoZ! Cinema
- Atualizado em: Segunda, 09 Fevereiro 2026 13:43
- Publicado: Domingo, 08 Fevereiro 2026 19:36
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2- A Origem (Inception, 2010) - A Origem: quando Leonardo DiCaprio virou sinônimo de cinema inteligente. Depois de Titanic, Leonardo DiCaprio passou anos se afastando de projetos óbvios, escolhendo filmes que o colocassem em risco artístico. A Origem marca o momento em que essa estratégia atinge seu ápice. Lançado em 2010, o filme dirigido por Christopher Nolan não era apenas mais um blockbuster — era uma aposta ousada em um cinema que exigia atenção, interpretação e envolvimento ativo do público.

Ficção científica autoral que quebrou a barreira do “filme complexo não vende”.
Nolan, conhecido por sua aversão a explicações fáceis e efeitos digitais excessivos, escreveu A Origem como um projeto pessoal, desenvolvido ao longo de quase uma década. O roteiro parte de uma ideia abstrata — a possibilidade de invadir e manipular sonhos — e a transforma em um thriller de ação sofisticado. Para sustentar esse conceito complexo, Nolan precisava de um protagonista capaz de carregar peso emocional e clareza dramática ao mesmo tempo. DiCaprio era a escolha ideal.
O orçamento do filme ficou em torno de US$ 160 milhões, um valor alto, mas longe de ser extravagante para os padrões de Hollywood. Ainda assim, tratava-se de um risco: vender um filme original, sem ser sequência, sem franquia prévia e com uma estrutura narrativa não linear. O risco se converteu em sucesso absoluto, com uma arrecadação mundial superior a US$ 830 milhões, provando que o público estava disposto a consumir algo mais desafiador — desde que bem executado.
A recepção da crítica foi amplamente positiva. A Origem foi celebrado pela ambição do roteiro, pela direção precisa de Nolan e pela forma como o filme equilibrava ação e reflexão filosófica. Embora DiCaprio não tenha levado o Oscar, sua atuação como Dom Cobb foi considerada essencial para o funcionamento da história. Diferente de personagens expansivos como Jordan Belfort ou Jack Dawson, Cobb é contido, introspectivo e emocionalmente fragmentado — um homem preso entre culpa, memória e realidade.
Nolan explorou os efeitos práticos ao máximo
As filmagens foram realizadas em múltiplas locações ao redor do mundo, refletindo a própria lógica fragmentada dos sonhos. Cenas foram gravadas em Tóquio, Paris, Londres, Los Angeles, Calgary e no Marrocos, criando uma sensação global e atemporal. Um dos aspectos mais impressionantes da produção foi a decisão de Nolan de usar efeitos práticos sempre que possível, como o famoso corredor giratório, construído fisicamente para simular a ausência de gravidade — um feito técnico que se tornou lendário.
Nos bastidores, o filme também se destacou pela confiança criativa. Nolan teve controle quase total sobre o projeto, algo raro em produções desse porte. DiCaprio, por sua vez, participou ativamente das discussões sobre o personagem, ajudando a moldar Cobb como alguém emocionalmente falho, distante do herói tradicional. Uma curiosidade que atravessou a cultura pop é o final ambíguo do filme: o pião girando indefinidamente ou prestes a cair. Nolan nunca confirmou a interpretação correta, e DiCaprio já declarou que, para ele, o mais importante é que Cobb não olha para o pião, sugerindo que a realidade deixa de ser o ponto central.
Com o tempo, A Origem deixou de ser apenas um sucesso de bilheteria para se tornar um referencial cultural. O filme influenciou trailers, roteiros, jogos, séries e até a linguagem do marketing cinematográfico. Mais do que isso, consolidou Leonardo DiCaprio como o ator capaz de liderar projetos complexos, autorais e altamente lucrativos ao mesmo tempo.
Se Titanic o transformou em ídolo global, A Origem o estabeleceu como garantia de prestígio intelectual no cinema comercial.